Reportagem

NOS Primavera Sound'17: Coleção (de memórias) de Primavera-Verão

Dia 09 de junho foi o dia em que se empenhou o máximo da logística no NOS Primavera Sound. O dia mais esperado e cerca de 20 grupos musicais em quatro palcos. Uma lotação esgotada de cerca de 30 mil pessoas.

Assistir ao festival Primavera Sound é como passar por um jogo com vários níveis. Começa ainda à tarde e os estilos alteram-se à medida que o tempo passa. É um jogo em que se pode escolher com quem vamos, com quem ficamos, que música queremos ouvir, tudo isto a passar de um palco para o outro.

Um jogo também parecido a uma passerelle da coleção Primavera-Verão. O estilo é conhecido: liberdade, coroas de flores, tranças, chapéus e óculos de sol.

Neste dia passaram a ser quatro palcos a funcionar em simultâneo, mais do que o primeiro dia, quinta-feira, em que só subiram artistas aos palcos NOS e Super Bock.

First Breath After Coma. Uma aragem nova para dar início ao segundo dia do festival. A banda portuguesa toca ainda com a luz forte do dia e, com sons algo pesados, parece ter um caminho iluminado no futuro, a ver pelas reações do público.

A norte-americana Angel Olsen trouxe folk-rock ao Parque da Cidade e parecia já estar no seu ambiente natural, apesar de alguma formalidade para fazer uma atuação à altura do maior palco.

Não desiludiu o concerto de Bon Iver. Foi poderoso, tal e qual como a noite e o público pediam. A banda não era muito grande, mas as músicas ressoavam pelo recinto. Houve momentos em que Justin Vernon libertou a voz, e outros em que se prendeu nos seus sentimentos. E se por vezes a voz é um pouco mais fraca, a presença em palco nunca o é.

Julien Baker veio com sons mais animados e uma colorida bandeira a defender os direitos LGBT. Também de destacar a atuação de Skepta, que tal como os outros artistas, trouxe trabalhos de toda a carreira e levou o público por uma noite em cheio.

Para encerrar a noite, o Richie Hawtin - CLOSE veio dominar o Primavera Sound por completo pelas 02:50 horas no palco Pitchfork. O canadiano fez uma atuação eletrizante, pôs tudo a mexer com a sua música eletrónica. Por último, Mano Le Tough, um DJ forte, a começar pelas 04 horas e a manter o ritmo do festival pela noite dentro.

(Fotografias de Bon Iver por Hugo Lima)

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